terça-feira, 27 de março de 2012

O Fim do Mundo Imagens Espetaculares


O que é Teatro do Absurdo?

(contribuição de Natália)

O Teatro do Absurdo nasceu do Surrealismo, sob forte influência do drama existencial. O Surrealismo, que explora os sentimentos humanos, tecendo críticas à sociedade e difundindo uma idéia subjetiva a respeito do obscuro e daquilo que não se vê e não se sente, foi fundamental para o nascimento desse gênero que buscava, na segunda metade do século XX, representar no palco a crise social que a humanidade vivia, apontando os paradigmas e os valores morais da sociedade como fatores principais da crise. A principal fonte de inspiração dos dramas absurdos era a burguesia ocidental, que, segundo os teóricos do Absurdo, se distanciava cada vez mais do mundo real, por causa de suas fantasias e ceticismo em relação às conseqüências desastrosas que causava ao resto da sociedade.

Como o próprio nome diz, o Teatro do Absurdo propõe revelar o inusitado, mostrando as mazelas humanas e tudo que é considerado normal pela sociedade hipócrita. Essa vertente desvela o real como se fosse irreal, com forte ironia, intensificando bem as neuroses e loucuras de personagens que, genericamente, divulgam o homem como um psicótico, um sofredor, um ser que chega às últimas conseqüências, culminando sempre na revolução, no atrito, na crise e na desgraça total. Extremamente existencialista, o Absurdo critica a falta de criatividade do homem, que condiciona toda a sua vida àquilo que julga ser o mais fácil e menos perigoso, se negando a ousar, utilizando-se de desculpas para justificar uma vida medíocre.

terça-feira, 13 de março de 2012

Clube da Luta: Você foi avisado

Contribuição do Guilherme




“Se você está lendo isso, então isto é para você. Cada segundo perdido lendo este texto inútil é outro segundo a menos da sua vida. Você não tem outras coisas para fazer? A sua vida é tão vazia que você honestamente não consegue pensar numa maneira melhor de vivê-la? Ou você fica tão impressionado com a autoridade daqueles que a exercem sobre você? Você lê tudo o que deveria ler? Você pensa tudo o que deveria pensar? Compra tudo o que lhe dizem pra comprar? Saia do seu apartamento. Encontre alguém do sexo oposto. Pare de comprar tanto e se masturbar tanto. Peça demissão. Comece a brigar. Prove que está vivo. Se você não fizer valer pelo seu lado humano você se tornará apenas mais um número. Você foi avisado...Tyler”

Fonte(s):
http://oazareseu.wordpress.com/2011/02/04/a-filosofia-clube-da-luta/
http://www.imdb.com/title/tt0137523/

Inquietude Rock and Roll: O fim do mundo é a evolução do Homem

Guilherme: "acho que como provocação sonora e visual há possibilidades.. vejam, ouçam e se inquietem.."



Pearl Jam - Do the Evolution


Fonte(s):

Estado de Sítio: no Brasil


Mais uma contribuição do Beto


Arthur Bernardes decreta Estado de Sítio no Brasil

Em 1922 o Brasil se encontrava em crise perante a eleição do novo presidente Arthur Bernardes. O descontentamento do povo com sua vitória e com o governo de seu antecessor, Epitácio Pessoa, gerou uma série de adversidades ao governo de Bernardes, que teve que fazer frente à coluna Prestes, movimento guerrilheiro comunista que percorreu o país pregando a revolução, e tentar conter os Levantes Tenentistas Além disso, enfrentou a Guerra Civil no Rio Grande do Sul e o Movimento Operário, que estava retomando suas forças. Em meio a tantas adversidades ao seu mandato, o presidente decidiu decretar, no dia 05 de Julho de 1922, o estado de sítio no Brasil.

Visões do fim

Imagens selecionadas pela Sandra.









Diferentes "Estados": Outras definições


Uma pesquisa e contribuição do Beto:

Estado de Sitio ou  Estado de exceção
É  uma situação oposta ao Estado de direito, decretada pelas autoridades em situações de emergência nacional, como agressão efetiva por forças estrangeiras, grave ameaça à ordem constitucional democrática ou calamidade pública. Caracteriza-se pela suspensão temporária de direitos e garantias constitucionais, que proporcionam a necessária eficiência na tomada de decisões para casos de proteção do Estado, já que a rapidez no processo de decidir as medidas a serem tomadas é essencial em situações emergenciais e, nesse sentido, nos regimes de governo democráticos - nos quais o poder é dividido e as decisões dependem da aprovação de uma pluralidade de agentes - a agilidade decisória fica comprometida.
O Estado de Exceção nada mais é do que uma situação temporária de restrição de direitos e concentração de poderes que, durante sua vigência, aproxima um Estado sob regime democrático do autoritarismo.
Nos Estados totalitários, a decretação do Estado de Exceção é menos importante e pode ser dispensada, pela própria concentração natural de poderes que lhes é inerente.
Em situações de exceção, o Poder Executivo pode, desde que dentro dos limites constitucionais, tomar atitudes que limitem a liberdade dos cidadãos, como a obrigação de residência em localidade determinada, a busca e apreensão em domicílio, a suspensão de liberdade de reunião e associação e a censura de correspondência.


Estado de Defesa ou de Emergência
Estado de Defesa (previsto no art. 136 da Constituição brasileira), ou de Emergência (tratado no art. 19 da Constituição portuguesa), é a espécie mais branda do estado de exceção. Pode ser decretado para garantir, em locais restritos e determinados, a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou calamidades naturais de grandes proporções.
No Brasil, o Estado de Defesa - cujo nome é criticado sob a acusação de não se chamar Estado de Emergência apenas para evitar vinculação com regimes ditatoriais - é decretado pelo Presidente da República, que deverá submeter o decreto à apreciação do Congresso Nacional, que a fará em 24 horas. Sendo medida temporária, vigerá tão somente por até 30 dias, permitida 1 prorrogação por igual período.
Estado de sítio

Medida extrema, que, no Brasil, pode ser decretada nos seguintes casos:
comoção grave de repercussão nacional;
ineficácia de estado de defesa decretado anteriormente;
declaração de estado de guerra;
resposta a agressão armada estrangeira.

O estado de sítio é uma medida provisória, vigendo pelos seguintes períodos:
de 30 dias nos casos de comoção grave de repercussão nacional ou ineficácia de estado de defesa decretado anteriormente, sendo, entretanto permitida a prorrogação deste prazo por sucessivas vezes;
pelo tempo necessário para repelir a guerra ou a invasão armada estrangeira.

No Brasil, para decretar o estado de sítio, o chefe de Estado, após o respaldo do Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional — que oferecerão parecer não-vinculativo — solicita uma autorização do Congresso Nacional para efetivar o decreto

Opinião

-  Excelente medida para ditadores, juntas militares, e outros titeres  tomar o poder e massacar a oposição popular ou qualquer oposição

O que é o Prólogo?

Exemplo: Prólogo de Romeu e Julieta de William Shakespeare


Prólogo (do grego πρόλογος - prólogos, pelo latim prologos, o que se diz antes) é um termo originalmente usado na tragédia grega para a parte anterior à entrada do coro e da orquestra, na qual se enuncia o tema da peça. Tornou-se também sinônimo de prefácio, preâmbulo, proémio, prelúdio e prormônio.
Tornou-se prática comum nas peças dos séculos XVII e XVIII, geralmente em verso. Neste preliminar da representação, um ator ou narrador declamava uma mensagem do dramaturgo ao público, frequentemente tecendo comentários satíricos, solicitando a indulgência dos espectadores em relação aos eventuais defeitos do espectáculo, ou especulando sobre os temas da própria peça. Havia uma familiaridade implícita nesta interpelação, revelando uma identificação social e ideológica com o público, quase exclusivamente aristocrata, especialmente notória no período da Restauração de Carlos II de Inglaterra.
Devido a esta função de apresentação, também na narrativa literária o prólogo passou a denominar um texto que precede ou apresenta uma obra, como por exemplo em Os Contos da Cantuária de Geoffrey Chaucer. Por extensão, a palavra prólogo também passou a designar, por vezes em sentido figurado, um início ou uma apresentação de qualquer tipo (de acção política, competição desportiva, etc.).

Fonte(s):
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%B3logo





quinta-feira, 8 de março de 2012

Será mesmo o fim dos tempos???


Mais forte erupção solar dos últimos cinco anos atinge hoje a Terra


Por Redação



A mais forte erupção solar dos últimos cinco anos vai atingir hoje a Terra. A partir desta quinta-feira, está previsto que o planeta azul seja bombardeado com partículas eletromagnéticas.

De acordo com a NASA, estas partículas poderão perturbar as comunicações por satélite e as redes de distribuição elétrica.

Segundo a Administração Nacional dos Oceanos e da Atmosfera, a tempestade solar, que começou na terça-feira, deverá começar a ser sentida a partir do meio-dia desta quinta-feira, mantendo-se até amanhã.

As partículas vão chegar à superfície da Terra a uma velocidade de 6,44 milhões de quilómetros por hora, e apesar de eventuais condicionamentos nas comunicações, o planeta está protegido pelo seu campo magnético.

Segundo Joseph Kunches, perito de meteorologia espacial na Administração Nacional dos Oceanos e da Atmosfera, esta «é a mais forte [explosão solar] desde dezembro de 2006».

terça-feira, 6 de março de 2012

“Ação em tempos de (in)quietude”



1. Superobjetivo
Estimular a reflexão pessoal, social e política para impulsionar a ação artística e poética em seu coletivo


2. O problema certo
1. Temos algo a fazer? Pretendemos a partir do teatro dizer algo? O que ele pode fazer por nós?
2. Como percebemos a diluição das fronteiras que relacionam os indivíduos e a sociedade?
3. O ser humano é movido pelo Desejo.
4. Pelo que, para quem, com quem e por que lutamos? Qual é a inquietude de hoje?
5. Que paz nos escapa e que nos é fundamental. E o teatro? Ele pode nos ajudar a identificarmos, nos posicionarmos e refletirmos sobre os nossos dias?
6. Como podemos entender, aceitar e transformar a (in)quietude em nós?


3. Onde chegar
1. Verticalizar a relação da prática em sala de aula com a vida. Da arte com a realidade.
2. Partir da reflexão para a ação. E depois, refletir sobre a ação para que gere transformação.
3. Resgatar  a relação do presente com o passado, foi ele que nos trouxe até aqui. A anterioridade pensada em relação com a contemporaneidade.
4. Como foi que construímos a sociedade e os valores de hoje? O que queremos construir daqui pra frente? Como pensamos o teatro dentro deste contexto e o que queremos com o teatro?


4. O tempero
1. Partir da História do Teatro Brasileiro:
A Nossa Memória
Teatro Arena, Teatro Oficina, Teatro do Oprimido dentre outros.
Refletir a prática artística destes e de outros grupos pelo mundo, que criaram suas identidades políticas e artísticas (estéticas).
2. A partir da ditadura, no Brasil, juntos com os grupos brasileiros citados acima surgem também novas expressões, linguagens e formas de trabalho e criação; Quais as formas de expressão, linguagem, trabalho e criação potentes hoje?
3. Resgatar a história pessoal e a do grupo.
4. Engajamento: O que significa? Que ações ele me traz? Estar envolvido em seu processo, em todas as etapas de criação e gestão. Estar inserido na sala de aula para o mundo, do meu quintal para a sociedade.


Fonte(s):
http://www.macunaima.com.br/mostra76/TM-MOSTRA76-TEMA-PROJETO.pdf

segunda-feira, 5 de março de 2012

Máquinas podem passar por cima de um corpo humano. Mas e por cima do espírito humano?


Uma imagem lembrada pelo professor Reginaldo.



Centenas de milhares de estudantes chineses insatisfeitos com o governo saíram às ruas de Pequim, em maio de 1989, para protestar contra o Partido Comunista. No entanto, mais de 20 anos depois, é a atitude de um homem que é lembrada como um dos momentos mais marcantes do século XX. No dia 5 de junho daquele ano, o chamado "rebelde desconhecido" se colocou em frente a um comboio de tanques de guerra e fez sinal para que parassem. Por breves momentos, foi atendido. O ato entrou para a história como um símbolo de luta pela paz.




A identidade e o paradeiro do estudante, até hoje não foram desvendados. Em 1998, a Time incluiu o
"rebelde desconhecido" na lista das "100 pessoas mais importantes do século".



Fontes:

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI3794387-EI8143,00-Ha+anos+manifestante+chines+desafiava+tanques+em+Pequim.html

http://fotoshistoricas01.blogspot.com/2010/11/estudante-chines-enfrenta-tanque-de.html

http://www.youtube.com/watch?v=CdEHIzWKjeY

Foto: Jeff Widener/AP






"Então, eu atravessei o fogo." - Kim Phuc


Mais uma imagem lembrada por nós.


"Em 1972, os americanos lançaram uma bomba de napalm em meu povoado, no sul do Vietnã.
Um fotógrafo, Nick Ut, tirou uma foto minha fugindo do fogo, a foto que hoje é tão famosa. Eu me lembro que tinha 9 anos, era apenas uma menina. Naquela noite, nós do povoado havíamos ouvido que os vietcongues estavam vindo e que eles queriam usar a vila como base. Então, quando já era dia, eles vieram e iniciaram os combates no povoado. Nós estávamos muito assustados. Eu me lembro que minha família decidiu procurar abrigo em um templo, porque nós acreditávamos que lá era um lugar sagrado. Nós acreditávamos que, se nos escondêssemos lá, estaríamos a salvo. Eu não cheguei a ver a explosão da bomba de napalm; só me lembro que, de repente, eu vi o fogo me cercando. De repente, minhas roupas todas pegaram fogo, e eu sentia as chamas queimando meu corpo, especialmente meu braço. Naquele momento, passou pela minha cabeça que eu ficaria feia por causa das queimaduras, que eu não ia mais ser uma criança como as outras. Eu estava apavorada, porque de repente não vi mais ninguém perto de mim, só fogo e fumaça. Eu estava chorando e, milagrosamente, ao correr meus pés não ficaram queimados. Só sei que eu comecei a correr, correr e correr. Meus pais não conseguiriam escapar do fogo, então eles decidiram voltar para o templo e continuar abrigados por lá. Minha tia e dois de meus primos morreram. Um deles tinha 3 anos e o outro só 9 meses, eram dois bebês. Então, eu atravessei o fogo." - Kim Phuc





Phan Thị Kim Phúc, também conhecido como Kim Phúc (nascida em 1963), é embaixadora da Boa Vontade da UNESCO. É mãe de duas crianças.






Fontes: 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Phan_Th%E1%BB%8B_Kim_Ph%C3%BAc
http://padom.com.br/menina-de-foto-que-se-tornou-simbolo-da-guerra-do-vietna-reencontra-jornalista/
http://ameninanabolha.blogspot.com/2011/09/documentario-historia-de-kim-phuc-2007.html
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=147
http://www.youtube.com/watch?v=JLw7lsFJc1I

O Grito: Você tem medo de que?






Esta foi uma das imagens que foram citadas na discussão sobre a montagem da peça. 


O Grito (no original Skrik) é uma pintura do norueguês Edvard Munch, datada de 1893. A obra representa uma figura andrógena num momento de profunda angústia e desespero existencial. O pano de fundo é a doca de Oslofjord (em Oslo) ao pôr-do-Sol. O Grito é considerado como uma das obras mais importantes do movimento expressionista e adquiriu um estatuto de ícone cultural, a par da Mona Lisa de Leonardo da Vinci.



Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Grito_(pintura)

Estado de Sítio: Medida Extrema






O Estado de Sítio é um instrumento que o Chefe de Estado pode utilizar em casos extremos: agressão efetiva por forças estrangeiras, grave ameaça à ordem constitucional democrática ou calamidade pública. 


Esse instrumento tem por característica a suspensão temporária dos direito e garantias constitucionais de cada cidadão e a submissão dos Poderes Legislativo e Judiciário ao poder Executivo, assim, a fim de defender a ordem pública, o Poder Executivo assume todo o poder que é normalmente distribuído em um regime democrático. 


O Estado de Sítio é uma medida provisória, não pode ultrapassar o período de 30 dias, no entanto, em casos de guerras, a medida pode ser prorrogada por todo o tempo que durar a guerra ou a comoção externa. Para decretar o Estado de Sítio, o chefe de Estado, após o respaldo do Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, solicita uma autorização do Congresso Nacional para efetivar o decreto. 


Embora, nestas condições, o Governo tenha legalidade para tomar atitudes que podem ferir a liberdade dos cidadãos, como a obrigação de residência em localidade determinada, a busca e apreensão em domicílio, a suspensão de liberdade de reunião e associação e a censura de correspondência, etc., em nenhum caso o Estado de Sítio pode interferir nos direitos à vida, à integridade pessoal, à identidade pessoal, à capacidade civil, à cidadania, etc. Por isso, se um cidadão tiver seus direitos suspensos, porém essa suspensão é inconstitucional, este cidadão tem direito à correspondente indenização.



Fontes (texto e imagem):  http://www.brasilescola.com/politica/estado-sitio.htm

domingo, 4 de março de 2012

O "Estado de Sítio" começou...

Inicia-se hoje a documentação do processo de montagem da peça: "Estado de Sítio" de Albert Camus. O espetáculo fará parte da Mostra Macunaíma de Teatro (Teatro Escola Macunaíma - SP) que será realizada no primeiro semestre de 2012. Posteriormente maiores informações sobre datas e horários serão publicadas.  Bem vindos a todos.